quinta-feira, dezembro 24, 2009

A Voz das Carrocinhas

Eita país, debochado. “Brasileiro à tona na maré alta da última etapa do capitalismo”, o pernambucano João do Morro é mais um destes artistas populares que, a exemplo da banda Calypso, se beneficiam da pirataria e da reprodução viral de seu trabalho na internet e, de repente, caem nas graças da mídia.

Autor de versos perolados como os da música Papa Frango (A moda agora é ganhar sapato do frango,calça do frango, camisa do frango / Sem discriminação!/ A minha roupa, quem me deu foi o frango), Morro ganhou as carrapetas pernambucanas musicando letras sarcásticas e de duplo sentido com uma mistura de samba, funk, axé, brega e até rock.


A “visão de mundo do artista”? Vai da afetiva recordação das assaduras causadas pelas “cuecas de copinho” (Quem não se lembra das cuecas de copinho/ um kit de três cuecas/ de um pano vagabundinho”) à observação atenta de alguns costumes contemporâneos (se pra um salão, ela não pode/ compra biliro e enche o cabelo de bobe/ olha essa menina o que eu vou te contar/ se tu não pode dar chapinha/ passe o ferro de engomar).


Por princípios (que, graças a Deus, não os tenho!) eu deveria ter detestado sua música, mas algo que me soou como uma mistura de Roberto Ribeiro, Moreira da Silva, Mamonas Assassinas, É o Tchan e Calypso acabou me conquistando. Como já bem recomendava Tony Tornado, pra tocar o povão é preciso dar na veia das empregadas. Neste sentido, João do Morro, ex-açougueiro, ex-camelô, tá em vantagem.




segunda-feira, dezembro 21, 2009

As capas das semanais

"O mundo parece diferente para pessoas diferentes, dependendo do mapa que lhes é desenhado pelos redatores, editores e diretores dos jornais que lêem."
(Bernard Cohen, The Press and Foreign Policy, 196


















sexta-feira, dezembro 18, 2009

Ídolos

Pois é, eu vi Ídolos, da Rede Record. E no que pese a contradição da tv do bispo almejar criar ídolos, minha modesta opinião é que o programa foi uma das boas realizações televisivas deste ano

Não que eu acredite na fórmula. É preciso ser muito ingênuo para acreditar que participar ou até mesmo vencer um programa de auditório baste para transformar alguém na nova estrela da música popular. Não é por aí. Ninguém até hoje foi capaz de sintetizar esta receita.

Apesar disso, o programa teve o mérito de reunir alguns jovens cantores de muito talento e que, bem orientados, demonstraram personalidade artística, escolhendo muito bem o repertório, elaborando junto com a banda que os acompanhavam novos arranjos e apresentando interpretações bem pessoais para grandes (ou nem tanto) sucessos populares.

Caso de Diego Moraes, apontado desde o início pelos jurados como o candidato com maiores chances da vencer o programa e, assim, ganhar o prêmio de lançar um disco pela gravadora Warner Music Brasil e receber assessoria empresarial para se lançar no cenário artístico.

Na final, contudo, para surpresa de Calainho, (que há muito só faltava pedir para que outros concorrentes deixassem a disputa em reconhecimento ao talento de Diego), deu Saulo, o gago. O garoto que, em 2008, havia ficado pelo caminho logo nas primeiras fases do programa. E que, na final, quase foi massacrado pelos jurados por ousar cantar uma música em inglês.

Se daqui a um ano ainda ouviremos os nomes de Saulo (1º), Diego (2º), Hellen Lyu (3º), Priscila Borges (4º) ou de Dani Moraes (5º), só o tempo dirá.









































domingo, dezembro 13, 2009

Idéias que valem a pena compartilhar

Já conhecem o Ted? Não. Bom, pra começo de conversa, o correto seria perguntar pela TED, já que, inicialmente, a sigla dizia respeito às conferências que, desde o distante ano de 1984, especialistas em tecnologia, entretenimento e design proferiam ou na Califórnia (EUA), ou em Oxford (Inglaterra).

Desde o princípio, a proposta era permitir que pessoas de destaque em suas áreas de atuação pudessem partilhar suas experiências e idéias com uma audiência seleta, capaz de refletir e espalhar novas práticas.

A idéia deu certo e atraiu muita gente boa disposta a resumir, em no máximo 18 minutos, alguns dos aspectos mais importantes das descobertas, invenções, idéias e ações que julgam mais importantes para os nossos dias e para o futuro.

Com o advento das novas tecnologias de informação e comunicação e a crescente valorização da idéia de formação de redes, não tardou para que um grupo de pessoas se propusesse a disponibilizar gratuitamente, pela internet, o conteúdo destes encontros. Surgiu assim o Ted.com, um site reunindo as “idéias que valem a pena espalhar”.

Com o site e a popularização da internet, o que antes ficava restrito a uma seleta platéia de convidados agora está ao alcance de qualquer interessado com acesso à rede mundial de computadores.

Abaixo, a título de demonstração, postei dois dos vídeos de que mais gostei: o da escritora peruana-chilena Isabel Allende e o da pouco conhecida (no Brasil) ativista Majora Carter, que em um discurso emocionado, explica de maneira clara os conceitos de Justiça Ambiental e sustentabilidade ao contar como bairros habitados por minorias raciais ou sociais sofrem mais com os efeitos de políticas urbanas impensadas. Para assistí-los aqui mesmo, é só clicar sobre o nome delas nas janelas abaixo.
No site http://www.ted.com/ há centenas de outras palestras. Proferidas em inglês, elas são traduzidas por voluntários de diversos países. Caso as legendas não apareçam automaticamente, basta selecionar o idioma desejado, clicando em view subtitles e escolhendo a opção Portuguese (Brazil)). No caso do vídeo de Allende, talvez seja necessário primeiro colocar legendas em espanhol e só depois optar pelo português.





sexta-feira, dezembro 11, 2009

Dito e Feito

Algumas das frases que marcaram a (minha) semana:
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“Vou lutar pela mudança definitiva de certos usos e costumes da política brasileira. Com as atuais regras eleitorais, não disputarei mais nenhuma eleição. O país necessita de uma ampla e profunda reforma política”
Do ainda governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, acusado de comprar o apoio político de deputados distritais com dinheiro de propina paga por empresas contratadas pelo GDF
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“Até um panetone vira um presente simpático se você colocar nele um bilhetinho bem pessoal”
Da sempre chic Gloria Kalil, aparentemente indiferente à implicância política de se introduzir papeizinhos pessoais em panetones
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“Quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto”
Do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se orgulha de falar “a língua do povo”
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"Minha ideia é reiterar e ampliar também o conceito da Semana de Arte Moderna [de 1922]"
Da ex-musa do axé, Daniela Mercury
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"O cigarro parece meu amigo, mas é meu inimigo"
Baby, personagem de Glória Pires no novo filme de Anna Muylaert, `É Proibido Fumar´
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"A mola é o desafio que move o ser humano"
Da apresentadora Bernadete Alves...ah! Só eu e a Lídia a conhecemos mesmo

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Paraísos Artificiais

MAGNÍFICO! Eis o mínimo que posso dizer do romance "As Viúvas das Quintas-Feiras", da jornalista argentina Claudia Piñeiro. Meu amigo Carlos Leite trouxe de Buenos Aires uma cópia pirata do filme (que, na Argentina, estreou em agosto deste ano) e acabou por me deixar curioso sobre o livro que, por coincidência, está em promoção na livraria Leitura.

Vencedor do prêmio Clarín de 2005 e sucesso de vendas em seu país, a história se passa em um condomínio fechado nas cercanias de Buenos Aires e é, segundo o escritor José Saramago, a "análise implacável de um microcosmo social em acelerado processo de decadência", em meio a sucessivas crises econômicas que atingiram o país vizinho nas últimas duas décadas do século passado.

"Altos de La Cascada é o bairro onde vivemos". "Um bairro fechado, isolado por um alambrado perimetral escondido por detrás de arbustos de variadas espécies, com campo de golfe, quadra de tênis, piscina, duas club houses. E segurança privada". "Mais de duzentos hectares protegidos, nos quais só podem entrar pessoas autorizadas". "Ao redor do conjunto, a cada cinquenta metros, há câmeras que giram cento e oitenta graus". "As ruas têm nomes de pássaros".

"Não há calçadas. Circulamos de automóvel, moto, quadriciclo, bicicleta, carrinho de golfe, scooter ou patins e, quando caminhamos, o fazemos pela pista de rolamento. Em geral, qualquer pessoa que esteja caminhando sem traje ou equipamento esportivo é empregada doméstica ou jardineiro".

Hábil, Cláudia Piñeiro constrói personagens críveis por meio das quais descreve, de forma sutil, porém irônica, os códigos e valores tão caros à classe média ocidental, tão preocupada com as aparências e com o futuro.
"Todos os que viemos morar em Altos de La Cascada dizemos ter feito isso buscando o "verde", a vida saudável, o esporte e a segurança. Com essa desculpa, inclusive diante de nós mesmos, acabamos por não confessar por que viemos. E, com o tempo, já nem nos lembramos. A vinda para La Cascada produz um certo esquecimento mágico do passado. O passado que resta é a semana passada, o mês passado, o ano passado. Vão-se apagando os amigos da vida inteira, os lugares que antes pareciam imprescindíveis, alguns parentes, as recordações, os erros. Como se fosse possível, em certa idade, arrancar as folhas de um diário e começar a escrever um novo".
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Recomendo! E deixo aqui o link para quem quiser ler o primeiro capítulo do livro de 252 páginas publicado pela editora Alfaguara. Abaixo, trailler do filme baseado no livro e dirigido por Marcelo Piñeyro (o mesmo de Plata Quemada e Cinzas do Paraíso).

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Twittando

Enquanto ouço ao longe o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciar, no Congresso Nacional, que novos pelotões de fronteira serão criados na Amazônia, leio no site Waves que a surfista cearense Silvana Lima obteve a única nota dez do primeiro dia do Billabong Pro Marui 2009, realizado na praia de Maui, no Havai.
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Olho para o deputado Raul Jungmann sentado ao lado de Jobim, quase dormindo, e me pergunto, "será que com a chuva que caiu ontem em São Paulo está dando onda em Santos?".
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Em mais de duas horas ouvindo Jobim falar, a única novidade é:
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A diferença entre os valores gastos pelo governo brasileiro com a manutenção das tropas militares nacionais no Haiti e o valor reembolsado pela Organização das Nações Unidas (ONU) já ultrapassa R$ 414 milhões, segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
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Segundo o ministro, desde 2004, ano em que o Brasil assumiu o comando da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o país já gastou mais de R$ 703 milhões para manter seu contingente no país. Deste total, a ONU reembolsou pouco mais de R$ 288 milhões.
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“O Brasil está aportando recursos para o Haiti, já que o reembolso feito pela Onu está aquém do valor empenhado pelo governo brasileiro”, declarou o ministro durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados que acontece neste momento.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Poder Paralelo - a novela da vida real

Nem Tony Castellamare (Gabriel Braga Nunes), nem Bruno Vilar (Marcelo Serrado). Enfim, o país descobre que o Guri da vez é....
José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal acusado por um de seus secretários de fraudar contratos de empresas e órgãos públicos com empresas privadas para, com o dinheiro desviado, corromper deputados distritais que o apoiavam e embolsar o restante.

quinta-feira, novembro 26, 2009

Normal (?!?)

VIOLÊNCIA »

Moradores estão com medo da onda de assaltos nas 400
Eles reclamam dos recentes furtos nos apartamentos e da falta de policiamento

Elisa Tecles, do Correio Braziliense - 26/11/09

Uma onda de assaltos preocupa moradores das quadras 400 das asas Sul e Norte. Nas últimas duas semanas, criminosos invadiram pelo menos sete apartamentos durante o dia. Na tarde de terça-feira, três adolescentes entraram em uma residência na 416 Sul, agrediram o morador e levaram celulares, joias, notebooks e dinheiro. A atuação dos criminosos é parecida com a tática usada em apartamentos do Sudoeste em julho e agosto deste ano: eles interfonam até encontrar um imóvel vazio e levam objetos de valor.
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Há duas semanas, a funcionária pública Lindalva Cunha, 48 anos, recebeu um telefonema da imobiliária avisando que o apartamento onde ela morava, no Bloco Q da 403 Norte, havia sido arrombado. O crime ocorreu na hora do almoço, quando a casa estava vazia. Os invasores deixaram marcas nas duas portas de acesso à residência. Eles destruíram a entrada da frente, fechada com três trincos, mas não conseguiram arrombá-la. O grupo recorreu à entrada de serviço, que ficou toda arranhada. “A porta ficava sempre trancada com duas voltas de chave. A gente sai cedo e só volta à noite, eles devem conhecer nossa rotina”, teme Lindalva.
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O prejuízo da moradora foi alto: o grupo levou uma televisão LCD 32 polegadas, joias, tênis, um notebook e R$ 1 mil em espécie. “Meu guarda-roupa estava revirado, com tudo no chão. Fiquei em estado de choque, não venho mais aqui sozinha”, revelou. Lindalva morava no apartamento há menos de quatro meses e decidiu sair de casa depois do assalto. Ela está de mudança para a Asa Sul — a nova moradia tem grades de segurança.
No mesmo dia do furto, bandidos também invadiram o apartamento em frente ao de Lindalva.. “Uma moradora saiu para ir ao comércio e deixou a grade aberta. Eles devem ter roubado os dois ao mesmo tempo, mas ninguém do prédio viu nada”, comentou a vítima. Os vizinhos da funcionária pública estavam com tudo encaixotado, prontos para se mudar do apartamento. Os bandidos sumiram com malas cheias de pertences da casa.
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Um terceiro apartamento do edifício foi invadido nas últimas semanas. No Bloco M, uma residência do primeiro andar também teve a porta arrombada. Um grupo de quatro rapazes tentou por duas vezes entrar no Bloco P, mas acabou surpreendido pelo porteiro, Luiz Moreira, 52 anos. “Eles estavam insistindo, querendo entrar. Eles forçaram a porta, mas me viram e saíram correndo”, lembrou.
Equipamentos
Segundo Luiz, a tática dos homens era interfonar para todos os imóveis em busca de um vazio. O porteiro reparou que o grupo costumava andar pela quadra entre 9h e 15h e carregava uma chave de fenda. Ele mudou o horário de almoço para não deixar o pilotis vazio no início da tarde. “A gente fica de olho e toma cuidado. Tem que manter o prédio direito”, disse. A onda de assaltos também atingiu a 404 Norte.
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Os blocos Q e P da 403 Norte têm porteiros, mas não contam com sistema de câmeras. De acordo com o prefeito da 403 Norte, Luiz Gomes, 82 anos, a instalação do equipamento em alguns prédios da quadra está sendo discutida pelos condôminos. “Esse método de segurança é um pouco caro, nem todos podem cooperar”, disse. Luiz lembra que pouco se vê policiais fazendo ronda nas redondezas. “Antigamente, até que passava, mas agora não tem. Eles ficam mais no comércio cuidando do trânsito”, afirmou. Segundo o prefeito, os próprios moradores se ajudam, fiscalizando o movimento na quadra.
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A Polícia Civil não tem dados de quantos imóveis foram arrombados nas 400 este mês, mas os moradores falam em pelo menos sete casos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 287 imóveis de todo o DF foram roubados entre janeiro e junho deste ano. No mesmo período de 2008, ocorrerram 186 casos. Ou seja, um aumento de 54%.
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O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Brasília, Saulo Santiago, lembra que as queixas de furtos nas 400 aumentaram depois de outubro. “Com a proximidade do fim do ano, isso piora”, reforçou. Segundo ele, as 400 são prejudicadas tanto pela falta de porteiros durante as 24 horas por dia quanto pela fragilidade da segurança. “Com um pontapé se pode arrombar uma porta. Os prédios das 400 foram construídos em uma época em que não havia criminalidade em Brasília. Agora, os moradores devem pensar em uma blindagem para os blocos”, comentou.
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O furto de um apartamento na 412 Norte na semana passada levou os agentes da 2ª DP (Asa Norte) a prender dois homens acusados do crime. Um deles deixou as impressões digitais gravadas em uma garrafa de uísque da residência. A dupla levou joias, bebidas alcoólicas, tênis e perfumes.
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O delegado-chefe da 2ª DP, Antônio Romeiro, ressalta que o problema de furto à residência na Asa Norte está localizado nas 400. “As quadras mais vulneráveis são as 400. Alguns prédios não têm porteiro 24 horas nem um sistema de segurança eficaz. Nas outras quadras, isso dificilmente ocorre”, disse.

domingo, novembro 01, 2009

Personagens em busca de um autor no orkut

Ou `O suicídio do anão do caralho grande no Gongaza´


Assunto: Suicídio no Gonzaga, em Santos (SP)


Carolina Verri
Alguém ficou sabendo do suicídio que aconteceu ontem aqui no Gonzaga ?


Furby
Não tem outro assunto mais depre?


Rafael Youth
Fofoqueira detected

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Carolina Verri
Ahh , não é ser fofoqueira, é informação apenas! Eu sei que é ruim a notícia, mas infelizmente essas coisas acontecem né? Aliás, foi no meu prédio o acontecido!

Ju
Credo.Mas pq alguém tem uma curiosidade mórbida dessa?



Carolina Verri
Não é curiosidade. Só perguntei se alguém ficou sabendo. Também não gostei nada, nada dessa notícia. Até pq foi no meu prédio!


Oscar
Se fosse viver de fofoca estaria desempregada.O lance foi no prédio da mina e ela vem no orkut para se informar. Pergunte aos porteiros/zelador. Estão sempre bem informados a respeito de tudo.

Tathiane
se tu que mora no predio nao ta sabendo, imagina a gente...



Carolina Verri
Eu estou sabendo sim. Eu só postei um negócio e vieram com 7 pedras na mão!


Ju
Não dá pra digitar e ter 7 pedras na mão...

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Rafael Youth
Adoro ver mulher brigando, quando tirarem a roupa manda as fotos pro meu email
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Ju
O que tem de bom para fazer nesta cidade hoje?


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Carolina Verri
Coloquei aqui se alguém estava sabendo da morte de um homem que se matou ontem, no meu prédio. Pai da minha amiga de faculdade. Só pra constatar e não pra saber mais informações!

Furby
Faz fofoca do pai da amiga, imagina se fosse inimiga


Raphael Youth
Carolina, posso te visitar?


Flávio
Nao liga pra esse povo malvado nao...me da teu msn que a gente fala sobre suicidios o tempo q vc quiser


Ju
Será que alguém pode me responder o que tem de bom para fazer nessa cidade hoje?

Rosana
Humm...to sentindo cheiro de sexo no ar...

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Furby
Você tem fogo, Rosana?

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Rosana
Tenho. Bastante.


Oscar
Eu pensei que o assunto fosse cair no limbo, mas que nada. Agora, e o suicida?

Igor
Se foi no prédio da Galeria AD Moreira, foi um morador de lá, conhecido entre os músicos. Seu nome é Zé Luño, baixista e luthier da região
Flávio
Luthier?!?!?!


$$ Douglas
Eu conhecia o maluco. Era um que tocava baixo
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Siloé
Puta que pariu, o Ze Carioca...que tristeza...to chorando muito, conheco o cara desde que nasci, foi ele que ensinou meu tio a tocar baixo, morou na minha casa na rua Pernambuco quando eu era pequeno, tenho fotos de quando eu era pequeno com ele, grande baixista, nao eh possivel...sempre alegre e contando piadas...mais de dez anos atras tinha se convertido, nao sei porque ele fez isso.Mas vai deixar boas recordacoes. Espero que ninguem fique fazendo piadinhas nesse topico e respeitem o grande Ze Carioca.
Furby
O cara conseguiu acertar a lixeira

Fake do Aruan
Nós brasileiros vamos cair como moscas enquanto a sociedade como um todo não reconhecer a depressão como uma doença séria.E desculpem qualquer trocadilho, a intenção não é fazer graça

Carlos Leite
É ainternet provando que veio para democratizar a informação, aproximar as pessoas e tumultuar as relações pessoais. Melhor ir surfar. Na praia.

Ju
Alguém pode me responder? HÁ ALGO DE BOM PARA SE FAZER NESTA CIDADE HOJE?
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Sonhador
Ronaldo!

terça-feira, outubro 27, 2009

Se, na primavera, alguém por acaso ouvir um brasiliense dizer que a cidade pulsa ritmadamente vai achar que o sujeito está se referindo ao maior movimento de pessoas na rua e parques, à intensificação do trânsito de carros nas ruas, à maior frequência de shows ou a algo do tipo. Na verdade, a afirmação tem uma razão muito mais concreta de ser. Uma razão, por sinal, quase irritante.


O som de milhões, quiçá bilhões, de cidadídeos machos, esquizofrenicamente chamados de cigarras por extensão às fêmeas da espécie - que, por sinal, não emitem o chamado "canto da cigarra" - se sobrepõem a tudo, às vezes invandindo a noite e despertando os mais sensíveis.

Passeando pelo Plano Piloto é possível vê-las às centenas, presas às árvores e plantas de cuja seiva se alimentam. Daí a curiosidade que me levou a descobrir - se é que se pode confiar na internet - que, diferentemente do que insinua a fábula e o senso-comum, as cigarras são considerados os insetos capazes de viver por mais tempo.

Embora as fêmeas morram logo após colocar seus ovos, os recém-nascidos, as ninfas, penetram no solo, junto às raízes de árvores de cuja seiva irão se alimentar, e aí permanecem por um período que varia de 4 a 17 anos de acordo com a espécie. Passado esse tempo, elas sobem nas árvores, onde chegarão à fase adulta, metamorfoseando-se.

É justamente nesta fase, quando já estão aptos ao acasalamento, que os machos começam a cantar alto para atrair as discretas fêmeas da espécie. Estas sim têm modos e não ficam incomodando a vizinhança por conta de seus hormônios.

Ainda segundo o oráculo Google, Algumas das espécies maiores conseguem facilmente atingir os 120 decibéis, enquanto outras, menores, realizam a proeza de alcançar um som tão agudo que seu canto sequer é percebido pelo ouvido humano, embora cachorros e outros animais possam chegar a uivar de dor por causa dele.

domingo, outubro 25, 2009

O Errante

A Hurley (empresa de surfwear) e a Warner Bros. divulgaram o trailer do novo filme de Taylor Steele, The Drifter, documentário que acompanha a busca do free-surfer norte-americano Rob Machado por ondas perfeitas e isoladas na Indonésia.

O aperitivo indica que, aproveitando a personalidade de um dos mais carismáticos atletas do esporte, Steele priorizou o enfoque comportamental, expondo novas belas imagens do paraíso do surf, a Disneylândia de quem curte correr onda.

Segundo o site Waves, o filme será lançado na Austrália no final de outubro e já há previsão de que seja lançado em vários outros países, Brasil entre eles, em breve.

Abaixo, as imagens que Steele sabe captar como ninguém...

sexta-feira, outubro 16, 2009

E o Herzog vai para...Agência Brasil

Ainda há quem julgue impossível uma empresa pública, ligada ao governo federal, fazer um jornalismo independente, que contribua para a universalização do acesso à informação (um direito fundamental ao exercício da cidadania) sem fazer proselitismo político. Felizmente, não é o que pensam as centenas de editores de jornais, rádios e tvs Brasil afora que reproduzem gratuitamente as notícias apuradas e divulgadas pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Nem o jurí do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, um dos mais importantes do país.

Pela segunda vez, a Agência Brasil, da EBC, se sagrou vencedora de uma das categorias do concorrido prêmio criado em 1979 com o objetivo de reconhecer e premiar jornalistas que, com seu trabalho, colaborem com a promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos e Sociais.

E não foi só a Agência Brasil que, segundo os jurados do prêmio, demonstrou a eficiência da comunicação pública. A TV Brasil, aquela que os críticos tentaram apelidar jocosamente de "tv do Lula", mereceu uma menção honrosa. Nos dois casos, o assunto em questão era a Educação (ou a falta de).

Abaixo, a discreta comemoração da própria Agência Brasil, com os links para as reportagens premiadas nos dois últimos anos.



A Agência Brasil foi a vencedora do 31° Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos na categoria Analfabetismo Cultural, com a reportagem especial multimídia Analfabetismo: a exclusão das letras, veiculada em maio de 2009. A TV Brasil recebeu menção honrosa na mesma categoria com série de três reportagens sobre educação.


A reportagem especial Analfabetismo: a exclusão das letras foi produzida pela repórter Amanda Cieglinski, com colaboração de jornalistas das sucursais da Agência Brasil em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Curitiba e Manaus, da equipe de fotografia e da equipe multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).


A reportagem traz um retrato do analfabetismo no Brasil. Com a contribuição de especialistas e depoimentos de quem enfrenta as dificuldades da falta de letramento no dia a dia, o especial aponta as principais causas do problema e possíveis caminhos para que o país supere esse desafio.


Já a série de reportagens televisivas, produzida pelo repórter Fábio Féter em escolas de ensino fundamental e médio da rede pública da grande São Paulo, apresenta desafios da educação, com questionamentos sobre como educar e para que educar, além de abordar o problema do analfabetismo funcional. A série foi veiculada entre julho e agosto de 2009.


Em 2008, a Agência Brasil também foi vencedora do prêmio Vladimir Herzog, na categoria internet, pelo webdocumentário Nação Palmares. A cerimônia de entrega do 31° Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos será realizada no dia 26 de outubro, em São Paulo.

quinta-feira, outubro 15, 2009

O Provocador

Pedro Cardoso parece ter tomado gosto pela polêmica. Após lançar um manifesto criticando (clique aqui para ver a entrevista) o que classifica como “a banalização da nudez” promovida por diretores e roteiristas que, diz ele, levam para o palco e telas suas frustrações sexuais, o ator agora lança críticas contra parte da imprensa brasileira, sobretudo aquela que lucra com a invasão da privacidade de celebridades e artistas.

“O interesse econômico transforma a compreensão ética da vida. Isso é interesse econômico. Não tem nada que ver com a verdade, com liberdade de expressão ou com a liberdade de imprensa”, argumentou Cardoso ao participar do programa Sem Censura, da TV Brasil, no dia 17 de setembro.

“Quero que o povo saiba que eu trabalho em televisão, não tenho nada a esconder, mas quero preservar minha vida particular”, afirmou o ator, revelando à jornalista Leda Nagle que está processando cinco sites que, na sua avaliação, expuseram sua intimidade familiar e provocando quem acha que ele é favorável à censura.

“Os donos da imprensa que financiam esta indústria não aparecem. Eu tenho vontade de fazer um blog “Os Donos das Empresas de Comunicação de Massa que não Aparecem” e que acha que podem usufruir da minha vida e fazer disso um produto”, critica o artista.

[A idéia é boa, mas a meu ver, um blog assim seria extremamente repetitivo, uma vez que faltariam personagens tal o grau de concentração dos veículos de massa no Brasil. De qualquer forma, algum coletivo universitário devia por em prática a idéia]

Realista, Cardoso critica até mesmo a seus pares, artistas que acusa de alimentar e de se beneficiar com esta “indústria que mata gente” [em referência a Lady Di] e “cria grandes transtornos para crianças filhas de pessoas famosas”.

“A classe artística se vendeu [se referindo aos que fazem questão de expor sua intimidade]. Primeiro que nós estamos ofendendo as pessoas pois todas elas têm suas vidas particulares e eu acho ofensivo a classe artística vender sua vida particular como uma mercadoria. A classe artística se mediocrizou muito", conclui o anti-Agustinho, ciente das represálias que pode sofrer.

terça-feira, outubro 06, 2009

Erramos (eu e o Congresso em Foco)

É isso que dá escrever às pressas. Mais um reparo a fazer. Desta vez ao post `Distrital desafia "maconheiros" em show´. Ao contrário do que anotei, o delegado de polícia Laerte Rodrigues de Bessa é deputado federal desde janeiro de 2007, e não deputado distrital. O que, dada sua representatividade, torna seu comportamento durante o Festival de Música Candango Cantador, em Brasília, ainda mais lamentável.

Confesso não ter ouvido falar do deputado antes do desagradável episódio deste domingo (4), mas após um anônimo visitante deste blog ter apontado o erro, fui checar a informação. Para minha surpresa, descobri que não só eu, mas também o site Congresso em Foco, especializado na cobertura política da capital federal, desconhecia vossa excelência.

Correção feita, voltemos a personalidades mais interessantes. Como o surfista prego brasiliense Carlos Leite, que me enviou uma foto sua em meio à torcida do Boca Juniors.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Deputado desafia "maconheiros" em show

Dois reparos ao post anterior (Elza Soares em Brasília): Primeiro, a cantora já passou dos 70. Embora ela não revele sua idade, reportagens indicam que ela estaria entre os 75 e 80 anos.
Segundo: Quando escrevi que não houve nenhuma briga ou tumulto, me referia ao público. Esqueci de comentar o momento político mais constrangedor que presenciei em Brasília, nestes meus quase cinco anos na capital federal. Um deputado federal chamando quem quisesse "pro pau".

Transcrevo abaixo matéria do site Congresso em Foco porque, apesar de ter presenciado a cena, fiquei tão pasmo que é como se não tivesse ouvido nada do que o deputado disse.


Deputado é vaiado e xinga manifestantes de "vagabundos"

O deputado distrital (na verdade, federal. Veja post acima) Laerte Bessa (PSC-DF) caiu no bate-boca na madrugada deste domingo (4), após ser vaiado por uma multidão de jovens durante um evento musical em Brasília. Inconformado com as vaias, o delegado e ex-diretor da Polícia Civil do Distrito Federal partiu para o ataque e xingou o público.

“Isso é um desrespeito, seus vagabundos. Muitos de vocês que estão me vaiando são os mesmos que eu já coloquei na cela”, esbravejou o deputado. O fato ocorreu durante a apresentação da cantora Elza Soares no Festival de Música Candango Cantador, na Praça da República.
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O ex-deputado distrital Miquéias Paz, conhecido animador cultural da cidade, chamou Laerte Bessa ao palco, fazendo referência à emenda apresentada pelo parlamentar para destinar mais dinheiro à cultura de Brasília.

Mal Bessa subiu ao palco, começaram os protestos. Ele perdeu o controle logo no início das vaias, e respondeu com gritos no microfone. Irritado, precisou ser interrompido pela produção do evento, que pediu para ele evitar o clima de briga.

"Vocês todos são uns frouxos"Bessa tentou amenizar o constrangimento após a produção chamar a sua atenção, mas logo emendou novas agressões quando as vaias voltaram a aumentar. “Vocês todos são uns frouxos e vagabundos”, disparou. Durante todo o domingo, a reportagem tentou contato com o deputado. Mas ele não retornou às mensagens deixadas na caixa postal de seu celular.

Essa não é a primeira vez que o deputado se envolve em confusão. Em junho deste ano, ele entrou em rota de colisão com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que havia participado de uma passeata no Rio de Janeiro em favor da legalização da maconha. O deputado, que é membro da Comissão de Segurança da Câmara, convocou o ministro para dar explicações e o acusou de crime de apologia das drogas.
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Minc negou a acusação e foi irônico na resposta. "Ele [Bessa] quer que todos os usuários sejam presos, o que significaria, pelos meus cálculos, construir mais 10 mil presídios no Brasil. Aliás, dentro dos presídios não costuma faltar drogas", afirmou.

sábado, outubro 03, 2009

Elza Soares em Brasília



Brasília, três horas da madrugada de domingo (4).

Com a Catedral e o Museu Nacional por testemunhas, Elza Soares e a banda Farofa Carioca (a mesma que revelou Seu Jorge) trouxeram o samba e o funk carioca para a Esplanada dos Ministérios.

Nenhuma briga, nenhum tumulto, nenhum ferido em noite de lua cheia e show gratuito em espaço público.

Não bastasse a voz e o repertório, Dna. Elza, com seus quase 70 anos, possui uma energia contangiante que lhe permite estar sempre se reinventando e ousando na escolha dos parceiros e estilos musicais, misturando Chico Science a Zé Kéti; Cazuza a samba-enredo.

Enfim, showzaço!












Clicando aqui você pode ouvir o cd Vivo Feliz, de Elza Soares, na Rádio Uol.